Salvador: Obras do Hospital Municipal chegam a 85%

O Hospital Municipal de Salvador está com 85% das obras já construídas. O percentual restante deve ser finalizado até março do ano que vem, quando está prevista a entrega do equipamento.

A expectativa é que o hospital, localizado no bairro da Boca da Mata, beneficie 19 mil pessoas por mês, com procedimentos como consultas, exames, cirurgias e internamento.

Devem ser oferecidos 210 leitos, dos quais 30 de UTI (adulto e pediátrico), 150 de clínica médica cirúrgica e 30 de clínica pediátrica. A estrutura deve conter também 26 leitos de observação para adulto, sete paraobservação pediátrica e 22 poltronas para aplicação de medicamentos; salas de curativo, aplicação de gesso e estabilização; quatro boxes de reanimação de vida e oito leitos similares ao de terapia intensiva.

O ambulatório de egressos da unidade hospitalar terá consultórios de cardiologia, cirurgia geral, neurologia, cirurgia pediátrica, pediatria, generalista, ortopedia e traumatologia.

Ainda segundo a prefeitura, o Hospital Municipal terá também serviço social, pré-consulta de enfermagem, centro de apoio diagnóstico, agência de transfusão sanguínea, laboratórios de análises clínicas e de bio-imagem, como ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia com Doppler, eletroencefalograma, ecocardiograma, eletroneuromiografia e radiologia digital.

Um heliiporto e uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também estão na estrutura.

A unidade de saúde deverá ter ainda um Hospital Dia, com duas salas de cirurgia ambulatorial, 12 leitos de internação, um centro de vídeo-endoscopias e uma unidade de atenção domiciliar; o setor terá associado a ele um ambulatório cirúrgico com dois consultórios de triagem, um consultório de enfermagem e um de anestesiologia.

Falhas em hospitais é a segunda causa de morte no país

Falhas banais como erros de dosagem ou de medicamento, uso incorreto de equipamentos e infecção hospitalar mataram 302.610 pessoas nos hospitais públicos e privados brasileiros em 2016. Foram, em média, 829 mortes por dia, uma a cada minuto e meio. Dentro das instituições de saúde, as chamadas mortes por “eventos adversos” ficam atrás daquelas provocadas por problemas no coração.

A conclusão faz parte do Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), produzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O número diário supera as 129 pessoas que morrem em decorrência de acidentes de trânsito no país, 164 mortes provocadas pela violência e cerca de 500 registros de mortos por câncer, e fica atrás das 950 vítimas de doenças cardiovasculares.

Além das mortes, os eventos adversos impactam cerca de 1,4 milhão de pacientes todo ano com sequelas que comprometem as atividades rotineiras e provocam sofrimento psíquico. Esse efeitos também elevam os custos da atividade assistencial. O Anuário estima que os eventos adversos resultaram em gastos adicionais de R$ 10,9 bilhões em 2016.

O problema está no radar da Organização Mundial de Saúde. Estudos mostram que anualmente morrem 42,7 milhões de pessoas em razão de eventos adversos no mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a situação não é muito diferente da brasileira. Com população aproximada de 325 milhões de pessoas, o país registra 400 mil mortes por eventos adversos ao ano, 1.096 por dia, ou 16% menos que nos hospitais brasileiros. A diferença para o Brasil diz respeito as mortes hospitalares  que são a terceira do ranking americano, atrás de doentes cardíacos e de câncer.

“Não existe sistema de saúde que seja infalível. Mesmo os mais avançados também sofrem com eventos adversos. A diferença é que, no caso brasileiro, apesar dos esforços, há pouca transparência sobre essas informações e, sem termos clareza sobre o tamanho do problema, fica muito difícil começar a enfrentá-lo”, afirma Renato Couto, professor da UFMG, um dos responsáveis pelo Anuário.

Quanto à transparência, Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS, diz que hoje, no Brasil, quando um hospital é escolhido, a decisão é baseada numa percepção de qualidade ou por recomendação de amigos os médicos. Mas o leigo não tem como avaliar a qualificação daquela instituição. “Não há como saber quantas infecções hospitalares foram registradas no último ano, qual é a média de óbitos por diagnóstico, e de reinternações e por aí afora”, critica Carneiro.

“Precisamos estabelecer um debate nacional sobre a qualidade dos serviços prestados na saúde a partir da mensuração de desempenho dos prestadores e, assim, prover o paciente com o máximo possível de informações para escolher a quem vai confiar os cuidados com sua vida,” disse.

Agências da ONU fazem críticas à PEC que pode proibir aborto no Brasil

Agências da Organização das Nações Unidas (ONU), em declaração conjunta, classificaram como retrocesso a eventual aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que pode levar à proibição toda as forma de aborto no País, incluindo as hipóteses hoje consideradas livres de punição.

No comunicado, a ONU alerta que a mudança põe em risco a saúde física e mental de mulheres e meninas, o que, acrescenta, pode constituir “tortura, e/ou tratamento cruel, desumano ou degradante”.

Embora o tema tenha mobilizado organismos internacionais, o governo preferiu manter silêncio sobre a discussão.

Procurado, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que não se manifestaria sobre o tema. “Não é uma coisa que está consolidada. É uma discussão do Congresso (…) Se eles tomarem uma decisão eu opinarei sobre a decisão tomada”.

O texto da PEC 181 tinha inicialmente o objetivo de ampliar de 120 para 240 dias a licença- maternidade de mães de bebês prematuros. No entanto, em uma reação à discussão no Supremo Tribunal Federal sobre aborto, o texto foi modificado.

Sob a influência da bancada evangélica, a proposta passou a prever uma mudança na Constituição para que a vida seja considerada inviolável desde a concepção e não, como é hoje, após o nascimento.

O texto principal foi votado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Hoje, destaques serão apreciados, mas é certo que não serão feitas mudanças significativas. Terminada essa etapa, o texto segue para o Plenário.

Para ser aprovado, serão necessários 308 votos, em dois turnos. Nos últimos dias, houve vários protestos contra a proposta debatida no Congresso.

No comunicado conjunto, a ONU observa que o tema deve ser discutido de modo aberto, em diálogo que incorpore “os pontos de vista dos diversos setores da sociedade e, em particular, da sociedade civil organizada e dos grupos de mulheres, sujeitos prioritários da legislação”.

Mutirão alcança 13 mil cirurgias e Rui estabelece nova meta à Sesab

O Mutirão de Cirurgias do Governo do Estado alcançou o número de 13 mil cirurgias realizadas nesta semana. A informação foi confirmada pelo governador Rui Costa durante o programa #PapoCorreria realizado nesta terça-feira (21). “Com a nossa política de regionalização da saúde, estamos levando mais conforto e um atendimento de qualidade à população do interior baiano”, afirma o governador.

A meta de realizar 13 mil cirurgias eletivas em toda a Bahia por meio do Mutirão de Cirurgias, serviço gratuito vinculado ao programa estadual Saúde sem Fronteiras, foi alcançada na terça-feira (21), na cidade de Guanambi. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), foram feitas 13.017 intervenções até esta data. Os dados contabilizados desde que o programa foi lançado, em setembro de 2016, apontam um total de 17.089 atendimentos de saúde em 405 municípios baianos.

Durante o programa, o governador Rui Costa estabeleceu a meta de realizar 15 mil cirurgias até o final do ano. De acordo com o governador, esse número será alcançado rapidamente. “Nós vamos ter aí dois grandes mutirões, um na Chapada Diamantina, com procedimentos pré-operatórios já na semana que vem e na semana do dia 15 de dezembro, com a inauguração do Hospital da Costa do Cacau, em Ilhéus, vamos fazer o mutirão de cirurgias durante toda a semana”, afirmou.

Cronograma de atendimento

O Mutirão de Cirurgia em Seabra será iniciado a partir da próxima terça-feira (28), com consultas e exames pré-operatórios. As cirurgias serão realizadas a partir do dia 3 de dezembro. Já em Ilhéus, o Mutirão se estende do dia 12 de dezembro, quando serão iniciadas as consultas e exames pré-operatórios até o dia 17, data das cirurgias. Esta semana, o programa atende o município de Iguaí e região.

O Mutirão de Cirurgias, que atende pessoas encaminhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização de procedimento cirúrgico, tem o objetivo de auxiliar os municípios na redução da fila de espera de cirurgias eletivas, atendendo os pacientes com agilidade e cuidado. As cirurgias eletivas são aquelas com possibilidade de agendamento prévio, sem caráter de urgência ou emergência.

Ao longo do período de atendimento à população de uma região, o governo disponibiliza a equipe médica e toda a estrutura para os procedimentos, além do acompanhamento do paciente após a cirurgia. Os atendimentos médicos são realizados nos hospitais estaduais e nas unidades complementares de cada região do Estado. Isso possibilita ao paciente maior comodidade e evita grandes deslocamentos. As prefeituras são responsáveis por garantir o acesso dos pacientes às cidades onde serão realizados os procedimentos. São realizados cirurgias de hérnias (umbilical, inguinal, epigástrica), histerectomia e colecistectomia.

 

Fonte: Agência Brasil/BN/Ascom Sesab/Municipios Baianos

Facebook Comments

Notícias Relacionadas:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *