O que leva e o que significa alguém votar em Bolsonaro & Cia.

Responder satisfatoriamente à indagação proposta pelo título não é uma tarefa simples, tampouco acarreta em uma visão otimista com relação à política profissional brasileira. Não que tenha ocorrido algum acréscimo significativo à visibilidade de Bolsonaro, mas o que se pretende abordar, ainda que seja desafiador, é a abstrusa subjetividade que leva alguém a cogitar, a eleger e/ou ser eleito com base em discursos como os de Jair Bolsonaro & Cia. Desta forma, quaisquer comentários, assim como a polêmica suscitada através deste texto, só serão plausíveis na medida em que forem assimiladas concepções aqui explanadas. Afinal, é inconcebível que um regime político incipiente, como é o caso da democracia brasileira, tenha entre seus quadros político-partidários pessoas que representam um perigo letal às instituições, bem como para com os próprios cidadãos. Causa sincera comoção e admiração que discursos de ódio e intolerância ganhem tanta repercussão e, o que é pior, que sejam representados nas arenas políticas. Não se trata apenas de Bolsonaro em si, mas de quem e o quê ele representa.

Este cenário de pouca confiança institucional (e também social) forma um campo fértil para semear discursos de crise. Por quê? Pelo simples fato de apresentar um discurso que já está presente na subjetividade dos brasileiros – encontra ecos no “tradicionalmente concebido”. Por exemplo, é mais fácil aceitarmos que existe uma crise que justifique “explodir o Congresso”, do que aceitarmos que há sim como aprimorar a política profissional. Neste aspecto, ressalvadas as devidas proporções, o que é permitido compreender, através de uma possível comparação entre o “efeito Bolsonaro” e os regimes totalitários da década de 1930/1940? Fora a fertilidade que discursos de ódio, intolerância e crise generalizada possuem, ecoando no âmago de uma sociedade descontente e incrédula, também percebe-se a necessidade vital de, uma vez formulado o problema, apresentar a solução: o “mito” salvador pátria.

Este é um fator fundamental para a compreensão do sucesso, ao menos midiático, de candidatos como Jair Bolsonaro. Ele sabe qual é o “ponto fraco” dos brasileiros – é por isso que adjunto a este abjeto jargão de “crise” (o problema), existe a vital necessidade de um líder “sério, honesto, firme” que conduza a nação ao El Dorado (a solução). Mas esta relação não se esgota aqui, pois assim como em todos os discursos extremistas, especialmente os movidos à amálgama de ignorância e ódio, é deveras essencial encontrar um culpado. Temos, então, a tríade “problema – culpado – solução”. O fator primordial consiste no fato de que a relação causa-efeito (problema/solução) pode ser assimilada por qualquer pessoa, independente da classe social, da idade ou do local, pois é fácil; afinal, todo problema exige uma solução. Para compreender Bolsonaro e seus asseclas, deve-se focar tanto em suas limitadas capacidades quanto nas de seus representados, o que exige uma simplicidade de raciocínio extremamente infantil que, aliás, é bem caro ao cotidiano adulto. Ademais, o que significa este lúgubre comportamento de idolatrar Bolsonaro, representado por jargões como “este é o mito!”, “ele é o único honesto”, “messias”, dentre outras tantas verborragias anencéfalas? Significa analfabetismo político e falta de bom senso, além de milhares de anos de evolução humana jogados fora…

Mas onde se propagam estes discursos?

Propositalmente, são através das redes sociais e de aplicativos como o WhatsApp, no qual se conquista pela simplicidade e superficialidade da comunicação, ou, o que dá no mesmo, pela facilidade e agilidade necessárias à (in)compreensão da mensagem. São nestes locais que os discursos prontos, fechados e intolerantes se propagam com inenarrável facilidade. Dificilmente a caríssima (sim, o superlativo se justifica) construção do conhecimento pode ser resumida e verificável através de virtuais abstrações simplistas como as propagadas por este grupo. Refletir acuradamente é bem mais difícil do que agir espontaneamente, sem pensar, uma vez que isto exige investimento, tempo e rigor. Não é por acaso que o reflexo deste cenário pode ser magistralmente resumido no adágio do Mestre Povo: “nunca se deve discutir com um idiota, pois o mesmo lhe rebaixará ao seu nível e lhe ‘vencerá’ por meio de sua idiotice”, afinal, ele está em seu terreno – no qual existem mitos, messias, salvadores-da-pátria e juízes que defendem um execrável auxílio-moradia, pois seu titânico salário ainda é insuficiente. Este comportamento explica o porquê de uma simples frase/imagem ser capaz de condenar e suscitar ódio, por exemplo, ao Programa Bolsa Família; mas estranhamente também é a chave-interpretativa do por que não conseguirmos resumir uma explicação que mostre, efetivamente, a importância desta política de Estado em uma simples frase/imagem. Não há como ser tão simplista e irracional, fora o fato de que este público é sempre irracionalmente seletivo: só veem aquilo que lhes soa aprazível e cômodo.

Visivelmente, grande parte do virtual eleitor de Bolsonaro é relativamente jovem, sendo que destes, muitos possuem voto ainda facultativo. Mas há, também, um perfil de eleitor socialmente reacionário e humanamente desumano, apoiador de medidas extremas, na qual a pior é a execução. Este é o perfil de alguém que possui um ódio generalizado e não sabe em quem ou no quê dará vazão ao mesmo. Assim como a dor indica algo errado no corpo, servindo muitas vezes de alerta, este perfil sociopolítico também cumpre semelhante função social. Por isto que afirmo: Bolsonaro, em si mesmo, não é motivo de preocupação alguma; o que preocupa é quem e o quê ele representa. Existe apenas um Jair Bolsonaro, mas cidadãos com este mesmo perfil existem aos milhares – e são eles que compõem o verdadeiro motivo de consternação. É bom ressaltar que o diálogo com o perfil acima descrito é pífio. No entanto, não podemos generalizar, mas em sua grande maioria, este eleitor é tão estulto quanto o seu representante eleito. Assim como todo profundo e obtuso ignorante, consciente de sua falta de conhecimento e poder argumentativo, este público utiliza-se, para defender o seu ponto de vista, de cômicas justificativas que recaem em ilusórias experiências, tais como “no meu tempo não era assim”, ou nostalgias não-vividas do estilo “meu pai disse que não era assim”, ou até mesmo fantasias virtuais como “salvemos o Brasil dos esquerdistas” ou dos “comunistas que comem criancinhas”. Como diálogo não há, e mesmo se houvesse não haveria muito a ser debatido, este eleitor/eleito tende, quando confrontado, a reagir violentamente (tanto fisicamente quanto simbolicamente), fechando-se em sua colossal arrogância – e nisto consiste toda a sua argumentação!

Quanto aos idiotas, sem jamais esquecer que estes votam, e, votando ou não, servem como infalível massa de manobra, é importante ressaltar esse ponto. Este eleitor/cidadão desinformado, com a característica picardia de homem hobbesiano em estado de natureza (ou selvagem), serve como um atuante político responsável pelo suporte de regimes extremistas, além de diversos autoritarismos e golpes de Estado. No Brasil não é diferente, pois temos lá nossas tropicais insanidades, muitas vezes fomentadas conscientemente por uma viperina elite tupiniquim que lhes brinda com patos amarelos e lhes esvaziam as panelas, para delas se servirem como instrumentos para variadas sonatas e sinfonias).

Defender medidas enérgicas contra a criminalidade, por exemplo, é essencial, independentemente da ideologia política. Neste quesito, é papel constitucional do Estado reinserir o cidadão, após pena cumprida, na sociedade. Mas sabe-se ser falho este processo, e é desta falha nas instituições que é retirado o âmago do discurso que forma diversas plataformas políticas; assim como leva alguém a votar em Bolsonaro. A violência, criminalidade, ineficiência, morosidade, descrença, pessimismo, crise generalizada, etc., são fatores chaves para compreender a ascensão de discursos de ódio. É por meio destes comportamentos, jamais propositivos, ou melhor, beneficamente propositivos, que tais afetados representantes “da moral e dos bons costumes” fazem o seu desesperado apelo à antiga “ordem” estabelecida. Mas como fazem isto? Por meio do apelo tradicional (vide, por exemplo, a agenda da bancada evangélica). Eis o porquê da viável e necessária parceira com instituições tradicionais, tais como as representações religiosas (geralmente reacionárias em termos sociais). Inclusive, este ponto é crucial, pois sabendo que os culpados são os “esquerdistas”, é natural que concebam qualquer viés social como uma premissa “esquerdista” e, por isto, sem valor.  Não podemos menosprezar o poder corrosivo que essas pessoas disseminam em meio à sociedade, pois basta analisar o exemplo dos Estados Unidos, Argentina e, também, o caso singular do Brasil e do Paraguai.

A atual gestão política destes países demonstra que há, de fato, certo poder nos delírios destas pessoas, sendo que as mesmas são capazes de levar muitos oportunistas e/ou demagogos ao poder. Em outras palavras, elas são usadas, sem assim o saberem, por aqueles que verdadeiramente possuem capacidade de transformar este ódio generalizado em votos válidos, o que não é o caso de um simples Bolsonaro. Aliás, suponhamos um exemplo hipotético deste comportamento irracional. Se Lula, o “culpado de todos os males” na versão dos asseclas de Bolsonaro & Cia., viesse a óbito neste exato momento, será que este ódio dissipar-se-ia? É bem provável que não. Nesse caso, este mesmo ódio seria somente transferido para outra pessoa, ou grupo de pessoas; afinal, ele é babilônico.

Os prós e contra de Bolsonaro na corrida presidencial

Agora que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado criminalmente em segunda instância e pode ser barrado da disputa presidencial de 2018 pela Lei da Ficha Limpa, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) desponta como principal nome a substituir o petista na liderança das intenções de voto. Segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada na semana passada, sem Lula na corrida, o parlamentar chega a liderar com 20% das intenções de voto no primeiro turno. Nesse novo cenário, o que pode beneficiar e prejudicar o pré-candidato? Das consequências de se candidatar por uma sigla “nanica” até o apoio de uma militância motivada principalmente nas redes sociais.

* Veja abaixo a análise de alguns dos fatores que podem influenciar a opinião pública.

1. Pouco tempo de TV

Bolsonaro, hoje no PSC (Partido Social Cristão), anunciou sua intenção de se filiar ao PSL (Partido Social Liberal) para concorrer à Presidência da República. Até agora, nenhum outro partido confirmou que pretende se coligar à legenda. Conseguir apoio de outras siglas, principalmente das maiores, é importante porque a distribuição de dinheiro público para campanha e do tempo de propaganda na TV é proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados, observa o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). São fórmulas que dependem do número de deputados eleitos ou do número de votos obtidos na eleição anterior. E o PSL elegeu apenas dois deputados em 2014. O cálculo sobre o tempo de TV na eleição presidencial dependerá de quantos candidatos vão concorrer e com que coligações, mas, pelas regras atuais, é improvável que o partido tenha mais que 15 segundos de cada bloco de 12 minutos e meio de propaganda (serão seis blocos por semana, durante 35 dias de campanha). “Isso pesa porque, se ele estiver bem nas pesquisas, é inevitável que sofra ataques. E o ataque massivo requer respostas. Ele não vai ter tempo de televisão nem para apresentar proposta, nem para se defender”, afirma o cientista político Jairo Pimentel, pesquisador da FGV. A variável sem resposta nesta análise é o papel que a propaganda de TV tradicional terá em uma opinião pública cada vez mais conectada às redes sociais.

2. Menos de 1% dos recursos do fundo partidário

Quanto aos recursos disponíveis para o partido, em janeiro, por exemplo, quando foram distribuídos R$ 63 milhões do fundo partidário às legendas, o PSL recebeu apenas R$ 538 mil, menos de 1% do total. Para efeitos de comparação, os partidos que tiveram maiores repasses foram PT (R$ 8,4 milhões), PSDB (R$ 7,1 milhões) e PMDB (R$ 6,9 milhões). Valores semelhantes devem ser distribuídos mensalmente ao longo do ano, e mais R$ 1,7 bilhão será repassado aos partidos exclusivamente para os gastos com campanha, numa divisão também proporcional ao tamanho das siglas na Câmara dos Deputados. O dinheiro público será o principal recurso para financiar a divulgação dos candidatos, tendo em vista que as doações de empresas estão proibidas. Já as doações de pessoas físicas estão liberadas. Ainda não está claro, no entanto, se o forte apoio a Bolsonaro pode se reverter em contribuição financeira para a campanha, algo ainda incomum no Brasil.

3. ‘Infantaria’

Além de garantir mais dinheiro, a aliança com outras legendas é essencial para ampliar a estrutura da campanha nacionalmente, reforça Monteiro. Quanto maior a coligação, a tendência é que o candidato a presidente tenha mais apoiadores nos Estados, concorrendo a cargos de governador, senador e deputado estadual e federal, pedindo votos também para ele. “Na hora em que a campanha vai para rua, o que ganha guerra é a infantaria. É ter um candidato estadual pedindo voto para você, o cara que vai no rincão, na comunidade. São os partidos com mais estrutura nacional que, em geral, levam seus candidatos para o segundo turno”, observa o professor da Uerj. “Isso faz diferença principalmente numa campanha nacional, em um país como o nosso, de dimensões continentais”, concorda a cientista política Rosemary Segurado, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Uma questão ainda sem resposta é o quanto os eleitores ainda estarão abertos à influência de políticos em um período de forte descrença na classe.

4. Militância ativa

Jamil Marques, professor do departamento de ciência política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), também considera a falta de capilaridade nacional do PSL um problema para Bolsonaro, mas acredita que o fato de o candidato ter uma militância mais engajada pode compensar em parte essa deficiência. “A militância mais apaixonada tem uma papel fundamental, mas não sei se consegue suprir por completo a falta de capilaridade da campanha, porque sua atuação tende a ser menos organizada que a dos partidos”, pondera.

O deputado tem viajado pelo país e comumente é recebido por grupos de simpatizantes entusiasmados em atos gravados em vídeo e posteriormente postados nas redes sociais, alavancando o impacto do apoio. A página do deputado no Facebook na quarta-feira, por exemplo, anunciava a chegada de Bolsonaro e um de seus filhos, que também é deputado, a Cascavel, no Paraná. Chegada ao aeroporto às 15h30, anuncia o post compartilhado por mais de mil pessoas. “Tenho certeza de que todo o oeste paraense o receberá de braços abertos!!!”, diz uma internauta. “Moro na cidade do Crato, Ceará. Gostaria muito de conhecer de perto e se for possível, fazer uma selfie com meu presidente Jair Messias Bolsonaro”, escreve outro. “E quando vem a Altamira, Pará?”, pergunta uma terceira, mostrando a capilaridade regional que o pré-candidato tem conseguido alcançar.

5. Força nas redes sociais

Autor do livro Do Clique à Urna: Internet, Redes Sociais e Eleições no Brasil , Jamil Marques também considera que, com uma boa estratégia de comunicação, Bolsonaro pode compensar em parte a falta de tempo de TV. Além disso, nota ele, é comum que o conteúdo que circula nas redes sociais acabe repercutindo nos veículos de televisão e rádio, chegando a pessoas mais velhas ou em áreas mais remotas, cujo o uso de internet tende a ser menor. “A equipe do Bolsonaro precisa pensar em estratégias para esses jovens de 20 anos que acessam internet e estão dispostos a repercutir sua campanha, mas também terá que criar material que chegará ao WhatsApp, aos grupos de família, atingindo pessoas de 40, 50, 60 anos”, afirma. A força de Bolsonaro nas redes não viria apenas de ações organizadas por sua campanha, mas de uma militância engajada em plataformas como o Facebook e o WhatsApp. Segundo o Datafolha, o eleitor de Bolsonaro é o mais é o que mais dissemina conteúdo político nessas plataformas. Do total, 93% têm conta no WhatsApp. Entre eles, 43% disseram disseminar conteúdo ali.

6. Limites do discurso radical e do antilulismo

Segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil, a força de Bolsonaro vêm do seu discurso anticorrupção e de combate a violência, temas que têm despertado especial preocupação entre os brasileiros. Além disso, sua ascensão acompanha um movimento global de fortalecimento de forças conservadoras, nota Rosemary Segurado. No entanto, o radicalismo do seu discurso tenderia a afastar o eleitor mais moderado, afirmam os cientistas políticos. Após apresentar contínuo crescimento do deputado, a última pesquisa Datafolha mostrou Bolsonaro estacionado entre 16% e 20%, a depender de que outros nomes estarão na disputa. Nos cenários sem Lula, a maioria dos votos do petista se distribui entre Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). Outra pesquisa do Datafolha, divulgada em julho passado, indicou que 10% do eleitorado brasileiro está alinhado com pensamentos de direita e outros 30% são de centro-direita. “Me parece que ele já está chegando no seu teto, no limite desse perfil de eleitorado mais conservador. E ele tem se fortalecido num ambiente de muita polarização, colocando-se como o anti-Lula. Mas, se Lula sair da disputa, esse discurso perde fôlego”, acredita a professora.

7. Pulverização

Jairo Pimentel considera que a chance de Bolsonaro chegar ao segundo turno aumenta se a eleição ficar muito pulverizada, com vários candidatos competitivos. Isso dividiria os votos, permitindo que o deputado passasse para a etapa seguinte mesmo sem conseguir ultrapassar muito o suposto patamar que define o voto mais conservador no Brasil, em cerca de 20%, segundo as pesquisas. Nesse caso, afirma, seu potencial de vitória dependerá, em parte, dos níveis de rejeição à sua candidatura e à de seu adversário no segundo turno. Os níveis de rejeição de Bolsonaro ficam hoje em torno de 50%. O Datafolha mediu três cenários com Bolsonaro no segundo turno – a pesquisa indica que se a eleição fosse hoje ele perderia para Lula (49% a 32%) e Marina Silva (42% a 32%) e ficaria atrás, mas tecnicamente empatado dentro da margem de erro, com Geraldo Alckmin, provável candidato do PSDB (35% a 33%).

8. Bolsonaro paz e amor?

Um possível fator que poderia beneficiar a candidatura de Bolsonaro seria a adoção de um discurso mais moderado que, claramente, se distancie de pronunciamentos radicais sobre temas como a ditadura. Da mesma maneira que seu apoio cresce graças as redes, é também como consequência dos “virais” que parte do público desenvolve sua rejeição ao político.

“Só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil! Começando com FHC! Não deixa ele de fora não!”, diz o trecho de uma entrevista com ele, então deputado pelo antigo Partido Progressista Reformador (PPR). A gravação foi ao ar na TV Bandeirantes do Rio de Janeiro, em 1999, e viralizou na internet este ano. “No segundo turno, o tempo de televisão é igual para os dois candidatos. Então, qual vai ser o tom adotado? Vai ser Bolsonaro paz e amor para diminuir a rejeição?”, questiona Jairo Pimentel. As consequências de uma moderação, no entanto, não estão claras, uma vez que é justamente sua postura radical em certos temas que atrai parte do eleitorado.

 

Fonte: Por Marconi Severo, em  Pragmatismo Político/BBC Brasil/Municipios Baianos

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