Um dos grandes gargalos do município de Pilão Arcado continua sendo a falta de sanitários domiciliares em residências. Existiu pela a atual administração promessas de se resolver tal problema através do Governo Federal, só que com o passar do tempo à situação vem se agravando e muitas pessoas tem contraído graves doenças e ainda colocando em risco a dignidade de sobrevivência de toda sociedade.

Diante da situação, a administração municipal terminou cruzando os braços fazendo com que a situação se agravasse cada vez mais. No povoado de Pedrinha, próximo à sede de Pilão Arcado, Norte do estado, os moradores continuam fazendo as suas necessidades no mato. Nas residências do povoado são muitas as casas que, nos fundos, têm uma armação circular de lona ou pano que são improvisadas e usadas como banheiro.

O modelo é repetido em todas as casas sem banheiro. Da única torneira, fixada no chão mesmo, sai a água para ser usada no banho de cuia, dentro da armação improvisada. É perto de uma delas que, sob uma laranjeira.

Esgotos lançados no rio

Já na localidade de Passagem, à margem do Rio São Francisco, o impacto ambiental é visível. É pro rio que o esgoto das casas vai direto depois de atravessar o povoado. Naquele ponto, a margem do Velho Chico é imunda. Porcos e cães  circulam no local; pescadores manipulam o peixe.

Segundo o IBGE, além da metade dos domicílios de Pilão Arcado não possuir banheiro, em outros 42,38% dos imóveis o esgoto é direcionado para as chamadas fossas negras, que não oferecem nenhum tratamento.

Durante os dois mandatos do prefeito João Porfírio (PSD) convênios com programas federais e estaduais construíram banheiros na zona urbana e na zona rural. Quase todos, porém, são com essas fossas, inadequadas, segundo a ONU. Mesmo sabendo da gravidade, o gestor não deu importância para resolver o problema.

Em 2 de outubro deste ano, o prefeito João Porfírio trabalha nos bastidores para tentar eleger um de seus dois pré-candidatos.

Pilão Arcado: Vereador compra lâmpada porque prefeitura não teria crédito na praça

Um vereador de Pilão Arcado, no Sertão do São Francisco, usou as redes sociais para dizer que comprou do próprio bolso uma lâmpada de poste porque a prefeitura da cidade estaria sem crédito com o fornecedor.

O equipamento fica próximo a um campo de futebol.

Para fazer o serviço completo, o edil informou pelo Facebook que teve de adquirir também um reator, o que deu R$ 100 pela conta.

Antônio Medeiros criticou também o fato de a empresa que responde pela iluminação pública (e que, segundo ele, recebe mais de R$ 19 mil mensais) não ter condição de repor a lâmpada.

“Uma empresa que recebe R$ 19.180,00 por mês, mas não tem materiais de suprimentos, como por exemplo uma simples lâmpada. Não podemos arcar com a INCOMPETÊNCIA da administração municipal…. Inclusive recebe royalties da CHESF todo mês. Será que queremos dar continuidade nesta forma exemplar de competência de gestão pública? Pilão!”, escreveu.

Mesmo diante dos escândalos, o prefeito tenta eleger seu sucessor para que o lixo continue sendo jogado para debaixo do tapete e que o povo continue sofrendo com as consequências.

Tango argentino e homenagem a Dominguinhos emocionam público no IV Festival internacional da Sanfona

Emoção e interatividade não faltaram na terceira noite do IV Festival Internacional da Sanfona.

Com Oswaldinho abrindo o espetáculo ao som de ‘Asa Branca’, numa pegada de blues, Mestrinho num estilo irreverente homenageando o grande Dominguinhos e a dupla argentina de tango Vanina Tagini e Gabriel Merlino conquistando simpatia com a brasileiríssima canção ‘Chega de Saudade’, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, o público ficou dividido nesta sexta-feira (15) entre ovacionar os artistas e cantar à capela no auditório lotado do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA).

Oswaldinho caiu no gosto do público quando, entre uma música e outra, narrou momentos de sua vida. Solicitado pela plateia, o instrumentista tocou uma das canções de seu pai, Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo, e uma que fez para a filha, com o título engraçado ‘Corre para não apanhar’. Pouco depois, os fãs de Mestrinho aplaudiram também o gingado do cantor e sanfoneiro.  O destaque foi o repertório do artista, que emocionou a todos com a música ‘Em minha alma’, dedicada ao também saudoso cantor acordeonista, Dominguinhos.

A dupla Vanina Tagini e Gabriel Merlino veio logo em seguida. Fez um passeio pelos estilos musicais da Argentina tocando clássicos como ‘Alfonsina y el mar’ e ‘Yo Soy Maria’, este último de Astor Piazzolla. A voz firme e afinada de Vanina, acompanhada pelo esposo bandoneonista, fez a noite ser mais romântica para os casais que assistiram a apresentação. Os dois saíram do palco sob os aplausos do público, que não economizou nos elogios. “Estou impressionada com a forma que eles e todos os artistas aqui se apresentaram. As canções, bem escolhidas, passaram uma mensagem, tinham uma qualidade, vinda dos sanfoneiros e cantores, que se vê muito pouco por aí”, afirmou Sinara Oliveira Costa, 32, que veio de Salvador, capital baiana, para o evento.

Os shows dos artistas foram à noite, mas o festival da sanfona começou bem antes. Logo pela manhã, o professor instrumentista, Edglei Miguel, ministrou a última aula da oficina de acordeom, que fez com os visitantes inscritos. As exposições de sanfona e de fotografia também levaram as pessoas a passearem pelos corredores do João Gilberto. À tarde, Chico Chagas e Nelson Faria, dois dos mais respeitados acordeonistas do Brasil, concluíram o workshop de improvisação musical, em que falaram sobre escalas, acordes, centros tonais maiores e menores e o desenvolvimento do fraseado. Às 17h, a programação seguiu com a ‘Jam Sanfona Session’, espaço que durante três dias deu oportunidade para acordeonistas da região e de outros estados se apresentaram na casa de João Gilberto em Juazeiro.

O show de encerramento

“Nada é para sempre”, é uma frase que se aplica bem ao IV Festival Internacional da Sanfona. O evento encerrou a edição 2016 neste sábado (16), mas em grande estilo. A Orla Nova da cidade baiana recebeu no show de encerramento cantores e instrumentistas consagrados no cenário artístico nacional e internacional.

Fagner e Targino Gondim, ao lado de Chico Chagas, Daniel Itabaiana, Flávio Baião, Wanderley do Nordeste, Silas França, Murl Sanders, Vanina Tagini e Gabriel Merlino, fizeram a partir das 19h apresentações especiais na Orla Nova da cidade, às margens do Rio São Francisco.

 

 

Fonte: Ação Popular/Clas Comunicação/Municipios Baianos/Portalg14

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