vw-kombi
Foto: Blog Planeta Kombi
No dia 02 de Setembro de 1957, a primeira Kombi saiu da linha de produção da VW do Brasil, inaugurando a Planta de São Bernado do Campo, sendo esta a primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha.

O paradeiro desta Kombi é desconhecido.

LINHA DO TEMPO DA KOMBI BRASILEIRA

Acompanhe a evolução da Kombi produzida no Brasil durante os seus 56 anos de produção.

Kombi 0001

Kombi 1965.jpg

Diferencial Travante

Carburação Dupla

Kombi 83

Kombi 1997

Kombi Pick Up 2000

Kombi 2006

Kombi 6 portas

Kombi Pick Up 1967

Kombi Clipper Lançamento

Cabine dupla 1981

Kombi 1992

Kombi Carat 1998

Kombi Série Prata

Kombi 50 Anos
1961 – Kombi 6 Portas
 

Em 1961, a Kombi ganhou a versão 6 Portas. As Kombis produzidas à partir do

segundo semestre de 1961, são conhecidas como “segunda série”, pois incorporaram algumas mudanças, entre elas, o marcador de combustível no painel, o fim das bananinhas de sinalização e a transmissão com todas as marchas sincronizadas.

1963, 1964 e 1965 Mudanças Visuais

A mudança marcante na linha 63 foi a adoção de mais 2 janelas de cada lado nas laterais e nos curvões traseiros além do vidro maior na tampa traseira. A linha 64 trouxe as novas lentes do pisca dianteiro, em substituição as comhecidas “tetinhas” .Na linha 65, a grade de ventilação do motor passou a ter as aletas viradas para dentro, e na caixa de roda traseira, passaram a existir vincos.

1967 – Novo Motor e Pick Up

 

A linha 67 trouxe o novo motor de 1.500cc, com 44 cavalos de potência, dando mais força e agilidade a Kombi. Seguindo nas alterações, o sistema elétrico passou a ser de 12 volts e uma barra estabilizadora foi instalada na dianteira. As rodas foram mudadas, de 15 para 14 polegadas. Internamente, os bancos dianteiros passaram a ser 1/3 2/3. Na mesma ocasião, foi lançada a versão Pick Up cabine simples, que já era sucesso na Europa desde a década de 50.

1970 – Diferencial Travante

Um opcional útil para estradas de terra, muito comuns na época. O diferencial travante bloqueava uma roda que estava girando em falso, para transferência de força para a outra roda que tinha contato com solo firme. O sistema era acionado por uma alavanca que ficava embaixo do banco do motorista, (alavanca igual ao freio de mão do Fusca) e com 2 luzes indicativas no painel, que ficavam ao lado do velocímetro.

1976 – Clipper

A tão esperada mudança na linha Kombi veio, mas não 100% igual a do mercado europeu. Nova frente com parabrisa único,  portas dianteiras iguais as da versão européia, que ganharam vidros que poderiam ser abaixados por manivelas,e lanternas traseiras maiores, contrastavam com as portas centrais que não foram alteradas para portas de correr, assim como todas as janelas depois da portas dianteiras para trás, que continuaram ser as mesmas da versão anterior, criando assim uma mistura entre primeira e segunda gerações alemã e sendo assim a única no mundo com essa configuração . A motorização passou a ser de 1.600cc com carburação simples. Além disso, houve a introdução do servofreio em toda a linha, sem falar na mudança da suspensão traseira, com braços arrastados, mais moderna que a do Fusca. Painel de instrumentos totalmente novo, igual o da versão européia, assim como volante e parachoques. A carroceria foi reforçada, dando maior resistência ao modelo.

1978 – Carburação Dupla

Neste ano, a carburação passou a ser dupla de série para todos os modelos, assim como as cruzetas e caixa de reduçao nas rodas foram abandonadas,

para a introdução das juntas homocinéticas.

1981 – Kombi Diesel e Cabine Dupla

As duas novidades da linha 1981 foram a novidade da cabine dupla e a introdução do motor diesel na CD, pick up simples e furgão. O motor de 1600cc refrifgerado a água levava a Kombi a adotar o radiador na parte frontal, com uma grade grande, saltada para frente. Logo surgiram acessórios de proteção para grade, que fizeram sucesso. 

1983 – Freio a Disco

Uma importante mudança em favor da segurança foi realizada na linha 83, a adoção do freio a disco dianteiro. Além disso, a furaçao das rodas mudou, com os 5 furos mais centralizados, além de outras alterações como mudança da alavanca do freio de estacionamento, encosto de cabeça e cinto de segurança de 3 pontos nos bancos dianteiros.

1992 – Catalisador

A Kombi permaneceu inalterada por muitos anos e por uma exigência da nova lei de controle de emissão de poluentes, a linha 92 trouxe a adoção do catalisador no sistema de escape, para a diminuição da emissão de poluentes. Outra mudança devido a legislação foi a adoção de parabrisa laminado, para maior segurança em caso de quebra. Além de novos opcionais como os vidros verdes e desembaçador traseiro e janelas laterais corrediças.

1997 – Porta Corrediça e Teto Alto

Em 1997, a tão esperada mudança que não veio na década de 70, apareceu 21 anos depois, com a adoção da porta lateral de correr, assim como vidros laterais e traseiros maiores e inteiriços além de novas tomadas de ar para o motor. O teto ganhou altura, inspirada na versão mexicana de 1991.

1998 – Injeção Eletrônica e Carat

A nova fase do PROCONVE, (programa de controle de emissão de poluentes), fez com que a Kombi recebesse a injeção eletrônica multiponto no motor a ar, o que melhorou a potência, consumo, dirigibilidade e a regulagem do motor. Foi também lançada a versão Carat, com bancos de veludo, interior todo forrado e com 7 lugares, sendo 2 individuais na frente, 2 no meio e 3 no último banco. A Carat, pelo requinte, era praticamente uma reedição da Kombi Luxo. Esta versão só durou 2 anos.

2000 – Fim da Pick Up

No ano 2000, foi encerrada a produção da Kombi Pick Up.

2005 – Fim do motor a ar e Série Prata

No final de 2005, o motor a ar foi retirado de linha, por não atender mais as especificações da lei de emissão de poluentes. Para marcar a despedida, foi lançada a Série Prata, limitada a 200 unidades, todas pintadas na cor prata, com vidros verdes e parabrisa degradê, desembaçador traseiro, piscas dianteiros brancos e lanternas traseiras fumê, forração de bancos diferenciada e janela traseira esquerda corrediça.

2006 – Motor 1.4 refrigerado a água

A solução encontrada para substituir o motor a ar, veio no motor 1.4 derivado do motor do Fox/Polo, usado para exportação. O motor flex caiu muito bem na Kombi, melhorando seu desempenho e consumo e ainda melhorando um pouco sua estabilidade por causa do posicionamento do motor, além de ser mais silenciosa. Nova grade dianteira, diferente da utilizada no modelo Diesel marcava a grande alteração estética.

2007 – 50 Anos

Uma edição limitada chamada de Kombi 50 anos, marcou a comemoração de meio século de produção. Foram somente 50 unidades, na pintura saia-e-blusa, vermelho e branco, com vidros verdes e parabrisa degradê, desembaçador, bancos com  forração diferenciada, lentes brancas nos piscas, lanternas traseiras fumê e 3 janelas laterais basculantes. É a mais rara versão especial. 

 2013 – Final de produção e a série especial Last Edition

Depois de 56 anos, a Kombi deixa de ser produzida no Brasil.  Com a obrigatoriedade da instalação de Freios ABS e Air Bag duplo, a Kombi por não conseguir abrigar o Air Bag de forma satisfatória, deixou a linha de produção. Para marcar este fato, a Volkswagen lançou a Kombi Last Edition, inicialmente com 600 unidades e com a produção dobrada para 1200 unidades, o modelo com pintura saia-e-blusa azul e branca, trazia itens exclusivos e retrô: Cortinas nas janelas, pneus com faixa branca, forração listrada nos bancos. 

Conta também com parabrisa verde degradê (os demais vidros são incolores), desembaçador do vidro traseiro, Radio AM/FM com CD, entrada para USB e Bluetooth. 

Com esta série, a Kombi entrou para a história e o mundo inteiro voltou os olhos para o fim da produção do utilitário mais querido de todos os tempos.

Visitem o site http://www.kombiclube.com.br/
 
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