a charge de Itabuna Médico é denunciado por cobrar para fazer cesárea pelo SUSUma adolescente de 17 anos, que não quis se identificar, denunciou que um médico obstetra da Maternidade Ester Gomes, em Itabuna, sul da Bahia, se negou a fazer um parto cesáreo nela pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme a gestante, o médico Luis Leite pediu R$ 2.500 para fazer o procedimento.

O caso aconteceu na segunda-feira (22). A adolescente estava com 40 semanas de gestação e sentido dores quando procurou atendimento na maternidade. Durante toda a gravidez, ela fez acompanhamento pelo SUS. Como a jovem não aceitou fazer o pagamento, o parto foi feito em outro hospital, o Manoel Novaes. O bebê teve complicações e está internado na UTI da unidade médica.

“[O médico] falou que a cada cesárea que ele faz pelo SUS ele perde R$ 20. Perguntou se meu marido trabalhava. Eu falei que trabalhava na empresa ‘tal’ [sic.]. Aí ele [médico] disse: então não tem dinheiro, é pobre, não pode pagar essa cesárea”, relatou a jovem.

A adolescente conta que chegou à maternidade com o laudo de um cardiologista, emitido no dia 22 de julho. De acordo com o relatório médico, ela apresentava crises de pressão alta, relacionadas à ansiedade, por isso foi recomendado o parto cirúrgico, com anestesia, para evitar estresse.

De acordo com a jovem, as orientações do laudo não foram levadas em conta pelo médico Luis Leite, que, após a adolescente se recusar a fazer o pagamento, receitou uma medicação e liberou a paciente para casa.

A sogra da jovem, a auditora fiscal Nailma dos Santos Nascimento Moura, está indignada. “E agora, meu neto está na UTI, numa situação grave. A família toda transtornada, todo mundo muito triste, por conta de uma negligência”, afirmou.

O bebê, que ganhou o nome de Joaquim, nasceu de parto cesáreo às 5h49 da manhã de terça-feira (23), com 3,148 kg e 50 centímentros de comprimento. A criança joaquim ainda não voltou para casa, porque está na UTI.

Conforme o pai da criança, o auxiliar de produção Iuri Kerry, 20 anos, os médicos disseram que o parto de Joaquim foi demorado e, por conta disso, engoliu mecônio, o que provocou problemas respiratórios nele.

“Se eu fosse pra casa, como o Dr. Luis Leite falou que não tava no tempo ainda e me passou um remédio pra dor, eu digo a você que nem na UTI meu estava agora. Eu estva sentidno muita dor e voltei pra outra maternidade”, desabafou chorando a adolescente.

“Todo mundo está ciente de que não é a primeira vez que acontece [do médico cobrar por um cesárea]. Vamos procurar o Ministério Público”, disse a mãe da adolescente que teve o bebê, que também não quis se identificar.

A reportagem procurou o médico Luis Leite na maternidade Ester Gomes, mas ele não foi encontrado. A direção da unidade informou que o obstetra dá plantão no local às segundas-feiras e ainda vai ser ouvido pelo hospital.

O diretor administrativo da maternidade, Denis Dias, disse que um processo administrativo será aberto pra apurar o caso e que, na segunda-feira (29), deve ouvir o médico e a família da adolescente.

Outro caso

Em 2013, outro casal denunciou o médico Luis Leite por ter cobrado para fazer uma cesárea que deveria ser realizada pelo SUS, também na maternidade Ester Gomes. Na ocasião, o obstetra cobrou R$ 1.200. O casal pagou e, depois, o médico teve que devolver o dinheiro aos pais da criança.

Também em 2013, a família de um bebê acusou o mesmo médico de negligência pela morte de um bebê após o parto. Conforme a certidão de óbito da criança, o motivo da morte foi uma fratura no braço e sofrimento fetal. Na ocasião, Luis Leite não quis comentar o assunto. Nesta sexta-feira (26), o G1 tentou contato com a unidade médica para saber do andamento da apuração caso, mas até o fechamento desta reportagem não conseguiu.

Com chuvas, moradores de Itabuna passam a receber água doce em casa

As chuvas que vêm caindo em Itabuna, no sul da Bahia, nas últimas semanas, contribuíram para amenizar o sofrimento dos moradores da cidade, que há quase oito meses vinham recebendo água salgada nas torneiras de casa. Graças à chuva, a captação da água voltou a ser feita no trecho do Rio Almada onde fica a estação de Rio do Braço, onde á agua é doce. Já a estação de Castelo Novo, de onde vinha a água salgada, foi desativada temporariamente.

No auge da crise hídrica, a água distribuída pela Emasa chegou a apresentar 2.250 mg de cloreto por litro de água, índice nove vezes mais que o tolerado pelo Ministério da Saúde, que determina no máximo 250 mg de cloreto por litro de água. Desde o início de agosto, o índice de salinidade vem caindo, e agora está em torno de 30mg/l.

A água que está chegando à estação de tratamento da Emasa já está doce, entretanto a Emasa não recomenda que os moradores bebam ou cozinhem com ela. Segundo a empresa, ainda é esperada uma análise da Vigilância Sanitária, já que só ela pode autorizar  o consumo humano.

Mesmo com a melhora na qualidade da água, alguns moradores ainda dizem que ela está com aparência estranha, amarelada. É o casa da dona de casa Veranilda Melo, que revela que ainda está comprando dois galões de água mineral por dia, para beber e cozinhar. “A água está chegando meio barrenta. Tem vezes que até parece água de chuva”, diz.

A emasa informa que têm feito testes todos os dias para monitorar a qualidade da água distribuída e, segundo a biomédica do laboratório central, a água está amarela por causa da tubulação que foi danificada. “O cloreto estava em um índice muito alto: 2.250mg/l. Então, nas nossas casas, a gente já tem um material que foi danificado, nas não é necessário trocar a rede”, afirma a biomédica Sandra Nascimento.

Se a chuva continuar, a previsão da Emasa é que o problema seja resolvido nas próximas semanas, já que a água doce vai limpar a tubulação. A Vigilância Sanitária reforça, contudo, que o consumo ainda não está liberado, e que avisou à Emasa que os últimos testes mostraram contaminações.

Ubaitaba: multidão recebe Isaquias em sua cidade natal

Isaquias Queiroz voltou pela primeira vez para sua cidade, Ubaitaba, na Bahia, e desfilou em cima de um carro de bombeiro depois de conquistar três medalhas na Olimpíada do Rio. Logo que o veículo estacionou próximo da rodoviária, as pessoas foram se aglomerando na expectativa de ver o rapaz. Quando chegou, uma multidão já estava presente e ele teve até dificuldade de subir no carro de bombeiro. “Mais emocionante que ganhar medalha nos Jogos”, disse o atleta emocionado.

Lá em cima, pegou suas medalhas, colocou no pescoço e posou para milhares de fotos. “É uma alegria muito grande”. A cada esquina, era aplaudido pelas pessoas que queriam ver de perto o rapaz de 22 anos e suas três medalhas conquistadas na canoagem velocidade nos Jogos do Rio, duas de prata, no C1 1.000m e C2 1.000m, e uma de bronze, no C1 200m. Estima-se que mais de 2 mil pessoas estiveram presentes.

Isaquias ficou famoso no Brasil e no mundo por ser o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas em uma mesma edição da Olimpíada e por ser o primeiro atleta da canoagem no mundo a subir três vezes no pódio na mesma edição dos Jogos. Mas em sua cidade, ele é visto como o garoto que lutou e deu certo.

Por todo canto, a prefeitura e o comércio local espalharam faixas com mensagens para Isaquias, como “garoto de ouro”, “você é nosso campeão”, orgulho de Ubaitaba”, “somos todos Isaquias”, entre outras. Os jovens que ainda participam do projeto social da Associação Cacaueira de Canoagem também estiveram presentes na homenagem.

Apesar da festa, algumas pessoas não se empolgaram tanto com o desfile em carro aberto por causa da entrevista polêmica que o rapaz deu a uma rádio local no dia anterior. Reclamou das pessoas que ficam fazendo fofoca de sua vida pessoal, mas pegou pesado no discurso. Alguns moradores se sentiram ofendidos e evitaram prestigiar o momento de celebração. Mas a maioria bateu palmas e tentou tirar foto de Isaquias no alto do carro de bombeiro.

Fonte: G1/Agencia Estado/Municipios Baianos/Portalg14

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