G14O presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito da capital paraibana Luciano Cartaxo (PSD) responsabilizou hoje o governo federal pela falta de cumprimento da promessa feita pelo gestor municipal de implantar o BRT na cidade. Segundo ele, o projeto, prometido durante a campanha e anunciado várias vezes durante a administração do prefeito, não foi posto em prática por falta de repasses financeiros do governo federal. Ele acrescentou que outras gestões que decidiram realizar o projeto estariam em apuros atualmente com “elefantes brancos” no trânsito, sem ter condições de concluir a obra.
“As prefeituras não têm como bancar isso porque o governo federal entrou em uma crise política e financeira violenta e isso refletiu no município. Essa foi a questão central. Um investimento de R$ 180 milhões nem João Pessoa e nem nenhuma outra cidade desse porte tem condições de realizar sozinha. Isso é uma verdade e se levarmos isso em consideração, no governo do Estado, de outros estados, há muitas obras paralisadas por conta da falta de repasses do governo federal. O que era para ser mandado com 30 dias, estão mandando com 90, 120, 150 dias e às vezes nem estão mandando”, disse Lucélio.
Ele ainda admitiu que o irmão não conseguiu cumprir outra promessa: a de entregar 13 mil casas populares durante seu mandato: “O prefeito já entregou perto de 4 mil unidades habitacionais. Tem mais 4 mil em construção. Em 30 dias, serão entregues mais 800 apartamentos no Conjunto Vieira Diniz. Lá, a empresa vencedora entregou dentro do prazo tudo certo os primeiros 500 apartamentos do bloco A. Mas, a população reclamava porque o bloco B não foi entregue e o prefeito percebeu que faltando 3% para concluir, disse que não teria condições de entregar. Conseguimos retomar a obra e vamos entregar os demais apartamentos. O programa Minha Casa, Minha Vida teve uma queda violenta, mas mesmo assim, o prefeito vai entregar o maior número de casas habitacionais neste período”, disse o dirigente partidário.
As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rede Correio Sat.
Parlamento PB
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