pedófiloO candidato à Prefeitura do Rio Flávio Bolsonaro (PSC) divulgou um vídeo nas redes sociais pedindo que os internautas não compartilhem fotos suas ao lado do coronel reformado da PM Pedro Chavarry Duarte, de 63 anos, preso neste domingo acusado de estupro de vulnerável após ser flagrado com uma menina de 2 anos nua em seu carro. Mas o apelo teve efeito contrário.

O político chegou a ameaçar aqueles que não atenderem sua solicitação. A ameaça, no entanto, parece não ter sido levada a sério nas redes sociais e a imagem acabou se tornando viral.

Flávio Bolsonaro foi flagrado ao lado do coronel pedófilo não apenas uma, mas duas vezes. A primeira foto é de uma edição de 2012 do jornal de uma associação de policiais aposentados, noticiando um evento de que os dois participaram. A origem da segunda foto ainda é desconhecida.

Pedro Chavarry

Flagrado com uma menina de dois anos nua dentro do seu carro, Pedro Chavarry tem um longo histórico dentro da Polícia Militar. Foi promovido junto com outros 53 tenentes-coronéis com base em lei que lhes dava esse direito após 32 anos de serviços prestados à corporação.

Foi para a reserva com currículo que o habilitava a presidir a Caixa Beneficente da Polícia Militar, atividade agora também investigada por outras autoridades.

Em 2014, Pedro Chavarry tentou entrar para a política. O oficial da reserva concorreu ao cargo de deputado federal pelo Partido Social Liberal (PSL). Ele teve 1.948 votos e não foi eleito. Durante a campanha, o coronel prometia “respeito, segurança e oportunidades” aos seus eleitores.

Além de responder por estupro de vulnerável e corrupção ativa (tentou subornar os policiais que lhe deram voz de prisão), Pedro Chavarry é alvo de investigação no Ministério Público do Rio, que apura denúncia desvio de verba pública na Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, da qual era presidente até ser preso.

A denúncia que chegou ao Ministério Público no início deste mês é de que Chavarry teria se apropriado de dinheiro recebido do governo estadual para pagamento de diversos tipos de benefícios devidos aos militares e que, para isso, se utilizaria de empresas abertas em nome de laranjas.

A apuração deverá ficar a cargo de uma das promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital.

STF vai investigar Feliciano por tentativa de estupro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu que vai investigar a queixa apresentada pela estudante de jornalismo Patrícia Lélis contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP).

Em decisão tomada na terça-feira (13), o ministro atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou abertura de inquérito para apurar o caso.

Em depoimento na Polícia Civil do Distrito Federal, no mês passado, Patrícia acusou o parlamentar de tentativa de estupro. O caso foi remetido ao Supremo pelo fato de o deputado ter foro privilegiado.

Patrícia é da juventude do PSC, partido de Feliciano.

A estudante contou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, no dia 15 de junho, para participar de uma reunião sobre a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo Patrícia, ao chegar à casa do deputado, ela descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião. Feliciano, então, tentou estuprá-la, disse a estudante. Patrícia disse que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o estupro não se concretizasse.

Na Polícia Civil de São Paulo, Patrícia Lélis foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão por acusar Talma Bauer, assessor do deputado, de cárcere privado e sequestro.

Em um vídeo postado em sua página na internet logo após a denúncia, Feliciano negou as acusações e disse que, com o tempo, ficará provado que não passam de “engodo” e “mentira”.

 

Fonte: Pragmatismo Político/Brasil 247/Municipios Baianos

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