beneficiários do Bolsa Família Até esta semana o Tribunal Superior Eleitoral identificou 16.708 beneficiário do Bolsa Família que fizeram doações para campanhas eleitorais. Ao todo, eles injetaram R$ 15.970,436 milhões de reais no pleito.

De acordo com a coluna Radar Online, da Veja, fazendo uma média, cada um desses cidadãos que vive em situação de extrema pobreza doou R$ 955 reais. Considerando que o benefício médio do Bolsa Família é de 176 reais, as doações acenderam a luz amarela na Justiça Eleitoral.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, irá entregar nesta tarde os dados das doações para o ministro Osmar Terra, responsável pelo Bolsa Família. Com isso, investigações serão feitas pelo ministério do Desenvolvimento para saber se o beneficiário possui outras rendas e não deveria estar recebendo recursos do Bolsa Família e, também, pela Justiça Eleitoral, com o objetivo de apurar se o cadastrado no programa social não está sendo usado como laranja para a lavagem de doações.

O caixa-dois está aí, vivo e firme, na campanha

Enquanto a polêmica da anistia do caixa-dois agita Brasília, vitaminada por Geddel, que disse não ver problema em a Câmara tratar do assunto ‘com tranquilidade’, o TSE traz novas revelações sobre a campanha deste ano: 92,2 mil doações suspeitas, num montante de R$ 266 milhões, o que representa 27,9% do total já informado até agora.

E algumas são suspeitíssimas: mortos fazendo doações, que, ainda por cima, são beneficiários do Bolsa Família.

O episódio, em si um absurdo, robustece outra convicção. O caixa-dois virou cultura de cabo a rabo, sob o manto do caixa-um, a doação supostamente legal, que às vezes descamba para o caixa-três, pegar o dinheiro da doação para a campanha e, em vez de gastar, embolsar.

É tão lastimável o cenário mostrando a que ponto o jogo político se deteriorou. Se levado a sério, o festival de denúncias que os candidatos fazem uns contra os outros, como agora pelo Brasil afora, haveríamos de concluir, por falta de alternativa, que o jogo político virou uma disputa entre ladrões. Ou melhor, discute-se quem é mais ladrão.

É triste. Não merecemos isso.

‘Quero esclarecer isso’, diz Temer após opinião de Geddel sobre anistia ao caixa 2

O presidente Michel Temer disse ontem que foi “surpreendente” a declaração de seu articulador político, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), em favor da proposta que anistia a prática de caixa 2 em campanhas eleitorais. “Pessoalmente, eu acho que não é bom, mas vou chegar lá, quero esclarecer isso”, declarou Temer em entrevista coletiva em Nova York.

Segundo ele, a posição de Geddel é “personalíssima” e não reflete a posição do governo. “Acho que isso é matéria do Congresso Nacional, mas eu pessoalmente não vejo razão para prosseguir ou prosperar nesta matéria”, ressaltou.

O presidente, no entanto, não quis discutir a orientação que dará à sua base na votação do assunto no Congresso. Temer ressaltou que não pretende interferir na atuação do Legislativo. Anteontem, Geddel afirmou que o Palácio do Planalto não foi consultado sobre a tentativa de votar a anistia ao caixa 2, mas disse ser “pessoalmente” a favor da medida.

Para ele, se o Ministério Público Federal propôs um projeto para criminalizar o caixa 2, significa que esse tipo de prática não é considerado crime hoje. Segundo o ministro, uma coisa é o político ser penalizado com base na legislação eleitoral e outra é o que vem acontecendo na Lava Jato, em que as condenações têm sido por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Se pede isso, é lícito supor que caixa 2 não é crime. Se não é crime, é importante estabelecer penalidades aos que infringirem a lei. Agora, quem foi beneficiado no passado, quando não era crime, não pode ser penalizado”, disse Geddel.

Na segunda-feira, em tentativa atrapalhada, líderes de praticamente todos os grandes partidos tentaram articular a votação de proposta com esse fim. Foi colocado em pauta um projeto de 2007 sobre mudanças em regras eleitorais, com emenda sobre a anistia, mas a tática não deu certo.

MPF-BA denuncia ex-gestores de cooperativa por desvio de quase R$ 7 milhões

Três empresários foram denunciados pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) acusados de falsificarem dados, forjarem informações contábeis e desviarem valores da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Médicos e Demais Profissionais da Área de Saúde e dos Servidores Públicos Federais e Estaduais de Salvador e Região Metropolitana (CECM Unicred Salvador). De acordo com o órgão, o prejuízo chega a R$ 6.920.901,46.

Ainda segundo o MPF-BA, Almir Magalhães Ferreira, Lino Manoel da Costa Neto e Roberto Silva Sampaio obtiveram e autorizaram empréstimos na cooperativa para beneficiar empresas das quais eram sócios, entre os anos de 2008 e 2011. O trio inseria dados falsos e omitia informações exigidas pela legislação nos demonstrativos contábeis, enganando associados, investidores e o Banco Central do Brasil quanto a operações e à situação financeira da empresa.

Segundo o procurador da República André Luiz Batista Neves, os denunciados adquiriram e concederam os empréstimos, que sabiam que nunca seriam pagos, desviando os recursos em benefício próprio. Caso seja acatada, os empresários podemos cumprir pena de até 12 anos de reclusão Lava Jato: na 34ª fase, PF cumpre mandado de prisão em Salvador e pagamento de multa.

A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (22), a 34ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Arquivo X. As equipes policiais estão cumprindo 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, 08 mandados de prisão temporária e 08 mandados de condução coercitiva.

Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo as determinações judiciais em cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Na capital baiana, serão cumpridos um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária.

Nesta fase da operação policial são investigados fatos relacionados à contratação pela Petrobras – Petroleo Brasileiro S/A de empresas para a construção de 02 plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas FSPO´s (Floating Storage Offloanding).

Segundo a polícia, utilizando-se de expedientes já revelados no bojo da Operação Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto.

Durante as investigações verificou-se ainda que, no ano de 2012, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido.

São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O nome “Arquivo X” dado à investigação policial é uma referência a um dos grupos empresarias investigados e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial.

 

 

Fonte: Bocão News/Correio/Municipios Baianos/Portalg14

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