O título aí de cima é um lamento contra o acordo ortográfico.

Se eu ainda pudesse escrever co-mandante daria melhor ideia do que digo.

Afinal, são todos mandantes de um crime contra a democracia e o direito de voto do povo brasileiro.

Quem é que pode dizer que “as instituições estão funcionando”?

Com o presidente do Senado, o presidente da Câmara, o ex-ministro de Temer e um ex-Presidente da República com a prisão preventiva pedida.

Todos: Renan, Cunha, Jucá e Sarney, este com o detalhe sórdido de, pela idade, propor-se o uso de uma tornozeleira eletrônica.

E todos lá, na base do Vossa Excelência para cá e para lá?

O que restava de dúvidas no mundo sobre a existência de um golpe de Estado no Brasil vai desmoronar hoje e amanhã nos sites e jornais do mundo inteiro.

Alguém acha que um país do tamanho do Brasil pode ser aceito em alguma parte do mundo om toda a cúpula do Legislativo com a prisão pedida?

E o Dr. Teori, com aquela cara séria, vai dizer: em setembro eu decido?

No linguajar “cult” de Jucá, vão deixar “essa porra” seguir, como se nada estivesse acontecendo?

O presidente do Supremo vai sentar ao lado de Renan e presidir a execução da presidenta eleita?

O Renan vai comandar a votação do reajuste dos ministros, que agora, dizem, já não merece a salva de palmas do beneficiário da usurpação?

Já era uma esculhambação, agora virou uma comédia pastelão.

Temer, o homem da marcha a ré

Que tipo de homem temos na Presidência da República?

No dia seguinte à aprovação dos aumentos de vencimentos (inclusive dos juízes ) e da criação de cargos públicos, pediu uma salva de palmas à Câmara dos Deputados pela aprovação do “”pacote de bondades”.

Hoje, segundo a Folha, “desistiu” das palmas.

Como desistiu de extinguir o Minc.

Desistiu de manter Jucá e o “falecido” da Transparência.

É o presidente da marcha a ré, como chamaram o Ilimar Franco e o Janio de Freitas.

Não é autocrítica ou capacidade de reparar os próprios erros.

Um “corrigir-me-ei”.

É covardia e uma lógica que é regida apenas por arranjos políticos, não pelo interesse público.

O que o fez recuar, os “conselhos” de Renan para que não desse o reajuste aos ministros do STF – que examinam, neste momento, o pedido de prisão que há contra ele? – sem uma boa e lucrativa negociação?

A equipe de Meirelles, que vazou sua irritação com a farra?

As pesquisas, que não vêm a público mas lhe chegam à mesa com a regularidade de um relógio?

No Estadão, começa o burburinho dos políticos conquistados para o impeachment à base de promessas de vantagens: “Sem cargos no governo, aliados de Temer já ameaçam se rebelar”

Como os defeitos de caráter não costumam andar sozinhos, junto com a dissimulação e a perfídia normalmente está a covardia.

O veredito sobre Cunha, o clamor público e a vingança

O suspense em torno do resultado da votação do processo de Eduardo Cunha no Conselho de Ética (depois, aliás, de longos sete meses) vai permanecer até amanhã,  com o desaparecimento (dizem que está escondida em algum lugar da Câmara) da famosa Tia Eron, que seria capaz de desempatar o placar em favor da cassação.

Com ela ausente, Cunha safava-se.

Não é só Cunha que estará em jogo nesta votação.

Se o deputado das contas na Suíça escapar, vai haver uma onda de pressão que vai pressionar o Supremo Tribunal Federal a não deixar “mofando” o pedido de prisão do próprio, além dos de Renan, Jucá e Sarney.

Seria boa razão para que o Governo Temer trabalhasse pela desgraça definitiva de Cunha e, afinal, um bom naco de carne  para os leões.

Mas…

É confiar demais no espírito cristão do proprietário dos sites de Jesus na internet.

Cunha sabe como poucos exercer a vingança – e o impeachment de Dilma é a maior prova disso – e nada lhe custa providenciar mais alguma coisa que mantenha o ventilador a espalhar o que tem espalhado no Governo.

Vem mais coisa por aí, apareça ou não apareça a Tia Eron.

 

 

Fonte: Tijolaço/Municipios Baianos/Portalg14

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