a charge da Chapada Diamantina as 11 melhores cachoeiras para visitarAs maiores cachoeiras da Bahia e do Brasil, inclusive, estão na Chapada Diamantina. As 11 maiores quedas d’água estão na lista abaixo e pode servir como um guia para aqueles que pretendem conhecer mais sobre a natureza e belezas da região.

11º lugar: Mixila (80 m) – Lençóis

São 80 metros de queda d’água em um extraordinário cânion esverdeado com diversos poços para banho. Devido à longa caminhada, é recomendado acampar no local. Na mesma trilha, é possível conhecer a Cachoeira do Capivari e a do Poção. O passeio pode ser combinado com a Cachoeira do Palmital (três dias) ou Cachoeira das Lajes e do Samuel (entre quatro e cinco dias). Não é indicado fazer esta trilha em época de muita chuva.

10º lugar: Buracão (85 m) – Ibicoara

Localizada no Parque Natural do Espalhado, em Ibicoara, tem um imenso cânion emoldurado por pedras folhadas que se encontram em um caudaloso poço. Para ter acesso ao local é necessário estar acompanhado por um guia de turismo do município.

9º lugar: Ramalho (90 m) – Andaraí

É um dos atrativos mais majestosos do município de Andaraí. O passeio pode ser combinado com visita ao Poço do Fervedor.

8º lugar: Ferro Doido (96 m) – Morro do Chapéu

Com quatro quedas d’água, a cachoeira tem um imenso cânion que ultrapassa os 100 metros de altura. Seu acesso se dá pela BA-052, rodovia mais conhecida como Estrada do Feijão, no km 254, já no município de Morro do Chapéu. Orquídeas, a águia chilena e o famoso beija-flor conhecido como colibri-dourado são encontrados no local. O roteiro também está incluso no Centro Integrado de Estudos Geológicos do Serviço Geológico do Brasil.

7º lugar: Samuel (100 m) – Lençóis

Para acessá-la, o visitante precisa fazer uma caminhada de três horas numa região pouco explorada, com mata densa e passagens pelo Rio Roncador. Tudo isso dentro do município de Lençóis.

6º lugar: Cachoeira do Herculano (100 m) – Itaetê

Três magníficas quedas d’água de aproximadamente 100 metros de altura cada. A cachoeira fica em Itaetê, terra do Poço Encantado.

5º lugar: Fumacinha (100 m) – Ibicoara

O esforço físico para visitar uma das mais imponentes cachoeiras da região é recompensado pelos seus 100 metros de queda d’água unidos a uma bela trilha com cânions de até 280 metros de altura, poços e cachoeiras. Por ser um Parque Municipal, é necessário contratar um guia de turismo de Ibicoara para ter acesso ao local.

4º lugar: Cristais (110 m) – Andaraí

Faz parte de um passeio de três horas, que também passa pelas cachoeiras de Três Barras e Bequinho. Segundo o guia de turismo Joaab Rocha, ela tem esse nome por conta do brilho do quartzito na luz do sol, revelado quando o nível da água está mais baixo. Andaraí ainda abriga outros pontos turísticos procurados para aventura.

3º lugar: Encantada (230 m) – Itaetê

O acesso à surpreendente queda d’água de 230 metros de altura pode ser feito de duas formas: por baixo e por cima, com a possibilidade de dormir no local. Nas duas opções, avistam-se cânions de até 400 metros, animais silvestres, como macacos, além de pinturas rupestres.

2º lugar: Cachoeirão (270 m) – Vale do Pati

Quando chove, a enorme queda no Vale do Pati se multiplica por várias saídas d’água. É uma das mais belas da Chapada Diamantina e fica entre os municípios de Andaraí e Mucugê.

1º lugar: Fumaça (360 metros) – Vale do Capão / Palmeiras

Uma das maiores do país e da América do Sul, impressiona os visitantes pelo seu imenso paredão e queda d’água de quase 400 metros de altura. O nome se refere ao efeito provocado pela força dos ventos, que impede a água de chegar à base, formando uma espécie de fumaça com as gotículas que são borrifadas para cima.

Chamas são extintas em Andaraí e brigadistas seguem vigilância de 24h; causa foi criminosa

As chamas que atingiram vegetação dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), no município de Andaraí, próximo ao Vale do Pati, foram controladas por brigadistas voluntários e do parque nesta sexta-feira (12). Em contato com o Jornal da Chapada, já neste sábado (13), o presidente dos Combatentes de Incêndios Florestais de Andaraí (Cifa), Homero Vieira, considerou o fogo extinto e revelou que o incêndio teve causa criminosa. “Faremos agora a fase de monitoramento e vigília por mais 24h. Todas as evidências apontam para que este incêndio tenha sido causado propositadamente. O fogo foi colocado dos dois lados da trilha. Começou na última quarta-feira [10] por volta das sete e meia da noite e conseguimos controlar depois de horas de combate”.

De acordo com Vieira, o incêndio foi controlado graças à agilidade da coordenação do Parque Nacional em tomar decisões. O PNCD é gerido pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e Conservação (ICMBio). “As brigadas do PNCD, Rosely Nunes (PrevFogo) e Cifa estão de parabéns”. Homero ainda destaca que as informações na quinta eram de que o fogo estava controlado, mas que houve uma reignição antes que a equipe de brigadistas chegasse ao local para continuar o combate. “Colocaram fogo novamente antes que a nossa equipe chegasse. Acredito que agora, com um grupo fazendo a vigilância, não haverá mais espaço para o piromaníaco”.

Atuação do PNCD

Homero ainda caracterizou suas intervenções como ‘bastante críticas’, mas que reconhece a atuação da coordenação do PNCD. “Quando se trata de incêndios sempre temos que ser extremamente críticos, pois só assim vencemos. Mas, realmente, nessa missão de combate, acredito que, pela primeira vez, estou tirando o chapéu para a coordenação do Parque. Se permanecer esta mesma eficiência acredito que teremos uma temporada com bem menos áreas destruídas”, pontua o presidente da Cifa.

O Jornal da Chapada procurou mais brigadistas que atuaram no combate na região da trilha do Vale do Pati e foi unânime a dificuldade para conter o fogo, mas que o trabalho árduo é sempre recompensador. As chamas infelizmente atingiram uma área que queimou muita biomassa na região, mas não se tem números. Além da distância vencida pelos brigadistas do PNCD, Rosely Nunes e Cifa, o que chamou a atenção, mais uma vez, foi a não participação dos governos no combate. “O estado não mostrou a cara, para variar”, aponta um dos brigadistas.

 

Fonte: Guia Chapada Diamantina/Jornal da Chapada/Municipios Baianos/Portalg14

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