Uma alternativa gratuita para a prática de atividades de esporte e lazer por pessoas com deficiência física e/ou intelectual de diversas idades. Esse é um dos objetivos do “Projeto Habilitação Esportiva Inclusiva”, desenvolvido pela Fundação José Silveira (FJS) com o apoio financeiro e supervisão do Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Em execução há cerca de quatro meses, o projeto promove a realização de práticas esportivas aliadas à educação. São 157 vagas, das quais 149 já foram ocupadas, distribuídas nas modalidades de natação, basquete, futebol de 7, capoeira, karatê, tênis, ginástica e bocha. As turmas são organizadas e executadas por profissionais especializados. São atendidos alunos com idade igual ou superior a cinco anos e as aulas acontecem duas vezes por semana, nas instalações do Centro Pestalozzi de Reabilitação, no bairro da Ribeira, e do Instituto Baiano de Reabilitação (IBR), em Ondina.

“Mesmo sendo o Brasil uma das maiores potências no desporto paralímpico, a oferta de esportes para esse público é bastante reduzida. O projeto se justifica pela importância do esporte e da cultura na formação do caráter socioeducacional e no desenvolvimento físico dessas pessoas, principalmente das que vivem em área de vulnerabilidade social”, explica o coordenador do projeto, Danilo Haun, indicando que o “Habilitação Esportiva Inclusiva” abrange moradores de diversos bairros soteropolitanos e também da Região Metropolitana.

Muitos dos participantes, antes de darem início à prática de uma atividade física, primeiro passaram por inúmeras sessões de fisioterapia. No caso das crianças e adolescentes, a maioria saiu praticamente da maternidade para a reabilitação. Entre os matriculados há casos diversos, como os de pessoas com Síndrome de Down, com paralisia cerebral, que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou que têm paralisia braquial obstétrica.

Aos 16 anos, Larissa Sacramento se encaixa em um desses perfis. Com paralisia cerebral que, segundo os médicos, foi causada por falta de oxigênio no cérebro durante o parto, ela perdeu a coordenação motora do lado esquerdo. Sua mãe, Rosemere Sacramento, parou de trabalhar para acompanhar a filha e hoje vê, orgulhosa, os obstáculos superados. “Larissa perdeu a coordenação motora do lado esquerdo, braço e perna. Ela se arrastava e a mão dela ficava perto do peito, não ia pra lugar nenhum”, relata.

Na natação desde os cinco anos e no karatê há cerca de dois, Larissa, que hoje integra o projeto, comemora sua evolução ao longo dos anos. “Melhorei os movimentos do braço e da perna e o movimento de esticar também. Hoje participo de competições no karatê e na natação. Fui campeã em março da I Etapa do Campeonato Brasileiro de Karatê – Categoria para Pessoas com Deficiência”, conta a paratleta, que agora se prepara a II etapa da competição, que acontecerá em outubro, no estado de São Paulo.

Diferencial

Além de atender às pessoas com deficiência, o projeto oferece aulas de ginástica e alongamento, em dois horários da semana, para os responsáveis por acompanhar os alunos. A iniciativa foi tomada levando em conta o fato de que a maioria não conseguia realizar uma atividade física com a orientação de um profissional, por falta de tempo ou por falta de condições financeiras.

Valci Santana, uma das beneficiadas, aprovou a ação. “Fazer ginástica é muito bom. Antigamente eu sentia várias dores e hoje estou bem melhor. Fico cansada às vezes, pois anteriormente eu não fazia atividade física, era bem sedentária. Hoje eu me movimento bastante e sinto como se estivesse brincando, a hora passa e nem vejo. O projeto é muito importante, pois ajuda no desenvolvimento do meu filho e também ajuda na minha”, conta.

Vagas

O “Habilitação Esportiva Inclusiva” tem vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período. Ele também atende às políticas do programa Pacto pela Vida, ação do governo que tem por objetivo principal a promoção da paz social. Para a execução do projeto a Sudesb conta com recursos próprios e também da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), além de aporte financeiro do Fundo de Combate à Pobreza (Funcep).

De acordo com Danilo Haun, das modalidades oferecidas, duas ainda têm vagas: bocha e futebol de 7. As aulas acontecem nas terças e quintas, pela manhã, no IBR, e os interessados devem se dirigir ao Instituto, de segunda a sexta-feira, de 8h às 11h30 e de 14h às 17h, munidos de atestado médico (liberando para a prática de atividade física), RG, CPF, comprovante de residência e duas fotos 3×4.

Mais informações por meio do número (71) 3504-5900.

Clima olímpico é esperança para o comércio popular

Goool da Alemanha! Não, este não foi mais um tento da equipe germânica ou um comparativo de como as coisas funcionam de forma eficiente no país europeu em detrimento ao Brasil. Mas, foi por causa dos atuais campeões mundiais de futebol que muitos produtos e enfeites das cores verde e amarela ficaram encalhadas nas lojas de comércio popular de Salvador após os 7×1 na Copa do Mundo. Agora, com a proximidade dos Jogos Olimpicos – que acontecem em agosto, no Rio de Janeiro – a esperança é de que a empolgação tome conta novamente da clientela a ponto de impactar nas vendas.

A capital baiana terá, no próximo dia 24, um aperitivo do que vem por aí com a passagem da tocha olímpica por diversas partes da cidade. Além disso, Salvador será uma das subsedes do futebol olímpico com a realização de 10 jogos. Todos esses ingredientes fazem os comerciantes acreditarem. “Alguns clientes já vieram aqui em busca das mascotes, mas ainda está em falta. Esperamos que, após o São João, o pessoal se empolgue e as vendas aumentem em torno dos 50%”, disse, otimista, a vendedora da loja Mokitta, que fica no bairro do Comércio, Luciene Santos. Em outras lojas, as perspectivas giravam acima dos 20%.

Apesar de o “espírito olímpico” estar chegando, aos poucos, os estabelecimentos ainda estão, de fato, empenhados justamente com as festas juninas. Mas, quem quiser se antecipar e formar a sua torcida organizada, opções não faltam: de bandeiras a perucas. Na Mokitta, o primeiro item está sendo vendido entre R$ 4,75 e R$ 16, a depender do tamanho. Já as perucas, também nas cores da bandeira, custam entre R$ 25 e R$ 36.

Quem quiser enfeitar a casa e deixar o clima ainda mais animado pode comprar bolas de assoprar por R$ 7,10 (50 unidades). Para a criançada, máscaras são vendidas a partir de R$ 9,75. Na Le Biscuit, também na mesma região, o preço do chapéu variava entre R$ 2,99 e R$ 5,99. Já na AGomes, a opção vai para aqueles que querem até mesmo pintar o rosto de verde e amarelo. A tinta custa R$ 17,90. Já uma caneca, para tomar uma bebida gelada, estava em torno dos R$ 27. Segundo o vendedor, os produtos foram os únicos que sobraram da época da Copa do Mundo.

E, mesmo a pouco menos de 80 dias para o início dos Jogos – a cerimônia de abertura será no dia 5 de agosto, – já tinha gente, pelo menos, dando uma conferida nos produtos. Foi o caso da, auxiliar administrativa, Greice Matos, que estava ao lado da filha, Lisandra. Ele disse que não estava muito empolgada para torcer, principalmente por conta da situação de crise no país. “Mas acredito que quando chegar a hora e vermos todo mundo torcendo, a gente vai junto”, disse. “Eu acho muito bom, divertido e vai ser legal”, salientou a estudante, mais empolgada. (YA)

 

 

Fonte: Ascom Sudesb/Tribuna/Municipios Baianos

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