aracaju-e-a-segunda-capital-com-melhor-renda-do-nordesteA sexta edição da Radiografia de Crédito e do Endividamento das Famílias Brasileiras, pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, estudada pela Federação do Comércio do Estado de Sergipe, apontou um número que confirma a boa condição de renda da população de Aracaju dentre os estados da região Nordeste do Brasil, colocando-a na segunda posição, dentre as nove capitais dos estados nordestinos.

Segundo a pesquisa, feita com base em dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a renda média das famílias da capital sergipana é de R$ 5.756, considerada alta, colocando Aracaju na segunda posição, apenas atrás de Recife, capital do estado de Pernambuco, que tem uma renda média avaliada em R$ 5.785. A terceira capital nordestina com maior nível de renda familiar, totalizando R4 4.606 é João Pessoa, capital paraibana.

O número de famílias endividadas, analisado em pesquisa recente da Federação do Comércio de Sergipe é de 77% do total, com um total de 147.589 famílias sergipanas. O valor médio devido pelas famílias sergipanas é baixo em relação ao Nordeste, com R$ 784 de dívida média por família, ficando atrás das cidades de João Pessoa e Maceió, primeira e segunda colocadas no menor endividamento familiar, com R$ 612 e 747 reais, respectivamente.

O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, lembrou que a renda das famílias sergipanas pode ajudar na recuperação das vendas do comércio. “Com a boa condição de renda das famílias de nosso estado, o que esperamos é que a retomada de crescimento das vendas do comércio possa acontecer. As famílias colocaram o seu foco no pagamento das dívidas, mas com a estabilização da economia, acredito que o pior já está ficando pra trás e possamos voltar a ter aumento nas vendas”, comentou.

Sergipe está na quinta colocação em relação à Massa de Rendimentos dos estados do Nordeste, com R$ 1.1 bilhão, o que equivale a 0,6% do total da Massa de Rendimentos de toda a renda brasileira.

GE ganha contrato de US$ 900 mi para construir usina a gás em Sergipe

A GE anunciou nesta quinta-feira (27) que obteve um pedido de mais de US$ 900 milhões com a Centrais Elétricas de Sergipe S.A. (CELSE) para construir uma usina de energia em Sergipe.

De acordo com a companhia, a instalação, com capacidade de geração de 1.516 MW, será a maior usina a gás na América Latina. A primeira operação da usina está prevista para janeiro de 2020, como parte do complexo de geração de energia de Governador Marcelo Déda.

A planta da usina terá três turbinas a gás da GE e uma turbina a vapor, bem como um gerador de recuperação de calor (HRSG), segundo a companhia.

A GE afirma que usina, localizada na Barra dos Coqueiros, será responsável por cerca de 15% da demanda de energia do Nordeste do Brasil.

“Além disso, com uma extensa quantidade de energia eólica e hidrelétrica no Brasil, a tecnologia 7HA da GE irá desempenhar um importante papel para permitir uma resposta rápida às flutuações da demanda da rede e adaptar-se rapidamente às mudanças climáticas”, diz a companhia, em nota.

Detentos estão em presídio com capacidade três vezes acima do limite

Na manhã desta quinta-feira (27) detentos do Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf), localizado no Bairro Santa Maria, Zona Sul de Aracaju, foram transferidos pela Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc) para a Unidade Cadeira Terrorial de Nossa Senhora do Socorro (Cadeião), que também opera acima da capacidade. A medida foi tomada porque o Compajaf é administrado por uma empresa privada e o contrato com o Estado não permite superlotação.

Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Secretária de Justiça do Estado de Sergipe (Sindpen), o Compajaf tem capacidade para 580 presos, mas estava com um número bem maior. A Unidade Prisional de Nossa Senhora do Socorro é para 160 detentos, já estava superlotada e agora tem 482 presos. O número é três vezes maior que o limite.

O Sindipen manifesta preocupação com a situação e cobra um número de agentes e mais unidades prisionais.

O secretário de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc), Antônio Hora Filho,  confirma os dados e informa que Sergipe tem mais de 4.500 presos, quando a capacidade inicial é de 1.500 vagas.

“A cadeia de Socorro, especificamente, está sofrendo este aumento de população, em decorrência da interdição parcial do Copemcan, em São Cristóvão. Nós estávamos com 2.800 presos, quando, por decisão do STJ, foi mantida a interdição provocada pelo juiz Hélio Mesquita de Oliveira Neto, da Vara de Execuções. E ao deixar de receber novos presos no Copemancan, a consequência é o aumento no número de recebimento de presos no Cadeião de Socorro e permanência em delegacias”, justificou Hora.

Segundo o secretário, a Sejuc está em fase de inauguração de duas cadeias em Areia Branca [capacidade de 400 a 600 presos], e outra em Estância. “Nos próximos 30 dias devermos colocá-la em funcionamento, com capacidade entre 200 e 300 presos. Com essas ações, pretendemos ir minimizando a problemática da superpopulação em algumas unidades”, explicou o secretário.

Audiência com o Ministro

Na quarta-feira (26), o secretário de Justiça participou da audiência com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, para solicitar autorização judicial para suspender a interdição do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan).

“Estamos aguardando a decisão do ministro e esperamos que seja favorável ao nosso pleito. Se tivermos sucesso, à medida que forem saindo presos do Copemcan, íamos transferindo os do Cadeião de Socorro para lá e a população dessa unidade ficaria mais próxima de sua capacidade original”, explicou o secretário.

Outra medida tomada foi o aditivo do  prazo para contratar até 500 tornozeleiras eletrônicas e atualmente  120 estão sendo utilizadas.

Campina Grande entra na Justiça para pedir ‘atalho’ na transposição

A procuradoria-geral do município de Campina Grande, no Agreste paraibano, está entrando com uma ação civil pública na Justiça para exigir que a Companhia de Águas e Esgotos do Estado da Paraíba (Cagepa) instale uma adutora de engate rápido para levar as águas do açude Poções, em Monteiro, para o Açude de Boqueirão, que abastece a cidade. A estratégia seria um plano B para fazer com que as águas da transposição do Rio São Francisco cheguem mais rápido à região, que sofre racionamento de água há quase dois anos.

“A ação visa que o Estado e a Cagepa adquiram uma adutora de engate rápido, que ligue o açude de Monteiro, com o açude de Boqueirão. Está na hora da Cagepa também entrar nesse bolo e, com os recursos, adquirir essa adutora. Campina Grande não tem só os 402 mil habitantes da cidade. O município tem uma população flutuante de quase 800 mil pessoas”, disse o procurador-geral do município, José Fernandes Mariz.

O procurador-geral explica que um estudo apresentado à Prefeitura mostra que, pelo caminho natural da transposição do Rio São Francisco, as águas só vão chegar ao açude de Boqueirão após cerca de um ano, pois precisaria encher as barragens e passar por rios que existem entre Monteiro e Boqueirão.

O Secretário de Infra-estrutura e Recursos Hídricos do Estado, João Azevedo, disse que essa ideia é inviável do ponto de vista técnico. Segundo ele, a obra demoraria muito pra ser executada. Ele garantiu que o Estado tem feito sua parte e tem cobrado do Governo Federal a conclusão da transposição de águas do São Francisco.

O presidente da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa) criticou a ação da Procuradoria-Geral do Município de Campina Grande. “Essa ação é política, não tem base técnica, logo não vai prosperar na Justiça. As águas da transposição são de responsabilidade do Governo Federal. A ação deveria ser feita contra o Governo Federal”, frisou o presidente da Aesa, João Fernandes.

O açude

De acordo com os dados divulgados pela Aesa, nesta quarta-feira, o açude Epitácio Pessoa (açude de Boqueirão), no Cariri paraibano, está com 6,1% de sua capacidade total de água.

O manancial abastece Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano, que estão enfrentando racionamento desde dezembro de 2014. O açude está no volume morto e água é levada para a população através de um sistema de captação flutuante.

 

Fonte: G1/Municipios Baianos

 

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