a charge dos 16 fatos que mais deram o que falar na Rio 2016A Olimpíada do Rio chegou ao fim, após duas semanas de competições eletrizantes e desempenhos históricos de atletas de primeira linha.

Esses Jogos também ficarão marcados por uma série de outros momentos, cenas e fatos comentados ao redor do mundo.

Relembre a seguir uma retrospectiva com alguns dos acontecimentos que mais deram o que falar na Rio 2016.

  • 1 – Um início em grande estilo

A série de notícias ruins que precederam o início dos Jogos gerou grande expectativa em relação ao seu primeiro grande evento, a cerimônia de abertura. Ao fim, mesmo com orçamento menor do que edições anteriores, a festa impressionou e foi elogia no Brasil e no mundo.

  • 2 – Rafaela, a judoca de ouro

A primeira medalha de ouro desta edição veio junto com uma história de superação de uma mulher negra e de origem humilde. Após ser eliminada em Londres, a judoca Rafaela Silva foi alvo de ofensas e racismo. Desta vez, sagrou-se campeã.

  • 3 – O mistério das piscinas verdes

Muitos se perguntaram na primeira semana dos Jogos por que a água do Centro Aquático Maria Lenk passou de azul para verde. A princípio, ninguém sabia explicar a mudança. Depois, o comitê da Rio 2016 disse ter sido por causa de um excesso de peróxido de hidrogênio colocado nas piscinas, o que tornou inativo o cloro e permitiu que a proliferação de algas.

“A química não é uma ciência exata”, justificou um porta-voz.

  • 4 – O maior de todos os tempos se despede

Com cinco ouros e uma prata na Rio 2016, o nadador americano Michael Phelps agora tem 28 medalhas – 23 de ouro -, solidificando sua posição como o maior atleta olímpico de todos os tempos.

Para se ter uma ideia do feito, Phelps conseguiu em cinco edições os mesmos 23 ouros que o Brasil havia obtido em toda sua história em Olimpíadas até o início da Rio 2016.

Aos 31 anos, ele anunciou que esta foi sua última Olimpíada.

  • 5 – O grande feito da pequena Simone

A ginasta americana Simone Biles foi outra atleta que brilhou nesta Olimpíada. Com apenas 19 anos, ela impressionou o público com suas acrobacias e venceu quatro das cinco finais em que participou – sua quinta medalha foi um bronze, tornando-a a atleta do país a conseguir mais medalhas em uma edição dos Jogos neste esporte.

  • 6 – A selfie da paz

A foto em que as ginastas Lee Eun-ju, da Coreia do Sul, e Hong Un-jong, da Coreia do Norte, fazem uma selfie juntas foi considerada por muitos um símbolo do espírito olímpico. Também especulou-se se a norte-coreana seria punida por confraternizar com uma cidadã da nação “inimiga nº 1” de seu país.

  • 7 – Choque de culturas em Copacabana

A disputa no vôlei de praia entre uma dupla alemã e outra egípcia deu o que falar em todo o mundo, pelo contraste dos trajes das jogadoras. De um lado, as alemãs Kira Walkenhorst e Laura Ludwig usavam um biquini, enquanto as rivais, Doaa Elgobashy e Nada Meawad jogavam com manga comprida, calça e um véu cobrindo a cabeça.

Esta foi a primeira Olimpíada em que esse tipo de veste muçulmana foi permitida no esporte.

  • 8 – Arenas vazias

O grande número de assentos vazios nas arenas olímpicas foi alvo de debates ao longo de toda a competição. O alto preço dos ingressos e o baixo interesse por alguns esportes foram algumas das razões apresentadas pelo comitê da Rio 2016 para isso.

  • 9 – O veto ao ‘Fora Temer’

No primeiro final de semana olímpico, o caso de um torcedor que foi retirado à força das finais do tiro com arco por supostamente ter gritado “Fora Temer” levantou uma discussão sobre a liberdade de expressão dentro dos estádios.

A Justiça acolheu um pedido do Ministério Público Federal para que União, Estado do Rio de Janeiro e Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos “se abstenham de impedir a manifestação pacífica de cunho político através da exibição de cartazes, uso de camisetas e de outros meios lícitos nos locais oficiais” da Olimpíada.

Apesar disso, alguns torcedores relataram que foram impedidos de mostrar cartazes criticando o presidente em exercício durante os jogos.

  • 10 – Aplausos para o espírito esportivo

Em uma das cenas mais emblemátias dos Jogos, duas corredoras foram celebradas como verdadeiras atletas olímpicas após pararem, em momentos diferentes da corrida, para ajudar a rival caída na pista.

Abbey D’Agostino, de 24 anos, ajudou a neozelandesa Nikki Hamblin, que caiu após as duas se enroscarem nas eliminatórias dos 5.000 metros no Rio. Depois foi a vez de Hamblin, de 28 anos, ajudar D’Agostino. Ambas terminaram a prova com os últimos tempos. Elas se abraçaram antes de D’Agostino deixar a pista em uma cadeira de rodas, com um tornozelo lesionado.

  • 11 – Continências no pódio

Na ginástica artística, no vôlei de praia, no tiro esportivo… Diversos medalhistas brasileiros, como Arthur Zanetti (foto), bateram continência no pódio e chamara a atenção do público.

Eles integram o Programa de Atletas de Alto Rendimento, das Forças Armadas e, assim, tornam-se militares temporários, com patente de terceiro sargento e salário de R$ 3,2 mil mensais, além de benefícios da carreira e a possibilidade de treinar em instalações militares.

Dos 465 esportistas que integram a delegação olímpica brasileira, 145 participam deste programa.

  • 12 – A ‘Olimpíada das vaias’

As vaias da torcida do Brasil contra os adversários ecoaram pelo mundo e foram criticadas pela imprensa internacional e até mesmo por alguns atletas. Para eles, a forma como se assiste a uma partida de futebol não cabe em esportes como tênis de mesa, hipismo ou atletismo.

E ninguém sofreu com isso mais do que a goleira dos Estados Unidos, Hope Solo, que ouvia gritos de “zika!” sempre que tocava na bola. Tricampeãs olímpicas, as americanas ficaram primeira vez sem medalha dos Jogos, ao serem eliminadas nas oitavas-de-final.

  • 13 – O triunfo dramático de Thiago Braz

A vitória do brasileiro Thiago Braz da Silva no salto com vara levou os espectadores à loucura no estádio olímpico, emocionou quem estava assistindo pela TV e e fez com que ele fosse considerado um forte candidato à imagem que simboliza os Jogos do Rio.

O atleta de 22 anos conseguiu o ouro ao saltar 6,03 metros – um novo recorde olímpico, deixando para trás o favorito, o francês Renaud Lavillenie.

Muito viram em sua conquista mais do que “apenas” mais um ouro para o Brasil. “Esse pode ser exatamente o momento pelo qual o Brasil estava esperando”, disse o repórter da BBC Tom Fordyce de dentro do Engenhão.

“Toda Olimpíada precisa de um ouro icônico no Estádio Olímpico – Cathy Freeman em Sydney, Michael Johnson em Atlanta, Fermin Cacho em Barcelona, o trio Mo (Farah), Jess (Hennis-Hill), Greg (Rutherford) em Londres. Mas com tão poucas chances (para os brasileiros), achávamos que isso não fosse acontecer no Rio”, afirmou. “Um talento da casa deu um jeito nisso de forma espetacular: destruindo seu recorde pessoal, esmagando o recorde olímpico, destronando o campeão que imperava.”

  • 14 – A ‘mentira’ de Ryan Lochte

Ryan Lochte poderia ter saído destes Jogos orgulhoso de seu ouro no revezamento 4×200 metros livre, a 12ª medalha olímpica de sua carreira, mas acabou como protagonista de um escândalo internacional, acusado de mentir sobre os roubo que ele e mais três nadadores americanos teriam sido vítimas. Seu companheiro de equipe James Feigen foi multado em R$ 35 mil.

Os outros dois atletas, Gunnar Bentz e Jack Conger, foram liberados pela polícia sem serem indiciados. O COI abriu uma comissão disciplinar para investigar o caso.

  • 15 – As três medalhas de Isaquias Queiroz

Isaquias Queiroz não ganhou um ouro na canoagem, mas nem precisou de um para fazer história. Ele subiu ao pódio nas três provas que participou e tornou-se o primeiro brasileiro a ganhar três medalhas – duas pratas e um bronze – em uma única edição dos Jogos.

  • 16- Os tricampeonatos de Bolt

O jamaicano Usain Bolt chegou à Roio 2016 como sua maior estrela e não decepcionou. Ele conseguiu não só um, mas três tricampeonatos inéditos, nos 100 e 200 metros rasos e no revezamento de 4×100 metros. Disse que esta foi sua última Olimpíada, mas o desempenho bem superior ao dos adversários nestes Jogos permite imaginar se ele de fato não estará em Tóquio.

O que deu certo e o que deu errado durante o Rio 2016

O Portal Terra levantou alguns pontos polêmicos e fez uma análise do que funcionou bem e que foi mal nos Jogos Rio 2016.

CERTO

  • TRANSPORTE:

Ninguém acreditava que o esquema adotado pela prefeitura para transporte de público nos Jogos fosse dar certo. Mas deu. Os corredores de ônibus funcionaram, a linha 4 do Metrô, exclusiva para os Jogos também e as vias expressas foram ótimas para o torcedor.

  • BOULEVARD OLÍMPICO:

A aposta do prefeito do Rio de abrir a região da Praça Mauá até a Praça XV e instalar no meio delas a Pira Olímpica foi um acerto. A população invadiu o local para se divertir e o lugar teve movimento dia e noite. Atrações como o Bungee Jump de 40 metros fizeram fila desde a madrugada. Aliás, o carioca se jogou de braços abertos do Bungee Jump e nos Jogos Olímpicos.

  • VOLUNTÁRIOS:

A presença de voluntários de outros países, falando diversos idiomas surpreendeu. Da parte dos brasileiros a simpatia e a boa vontade suplantaram a falta de informação, principalmente nos primeiros dias. Depois a operação se ajustou.

  • SEGURANÇA:

Com reforço do Exército, da Força Nacional era difícil algo dar errado no quesito de segurança. A Força Nacional se mostrou bem preparada para grandes eventos, tratando o público com educação e gentileza. Ainda assim as delegacias ficaram cheias de turistas registrando roubos e furtos. Mas no dia a dia o carioca sentiu a melhora da segurança, principalmente nas áreas próximas a locais de competição. O problema é que a partir de amanhã tudo volta ao normal. Ponto positivo para a resolução da polícia no falso assalto sofrido pela equipe de natação americana, que deu a Ryan Lochte medalha de ouro em mentira nos Jogos.

  • PARQUE OLÍMPICO:

Foi o grande sucesso dos Jogos, tanto que a organização já pensa em abrir os portões do local durante os Jogos Paralímpicos, como forma de aproximar o público e de fazer a população se acostumar com o local que ficará de legado para a cidade.

ERRADO

  • COMIDA:

O Rio tinha tudo para superar Londres no quesito alimentação, mas perdeu. Arenas ficaram sem comida às vezes antes de um evento começar e as pessoas tinham que sair para comprar e voltar depois. Os preços estavam nas alturas. Um cafezinho saiu a R$ 6. Os sanduíches e pizzas servidos eram pequenos e sem graça. Para parte da organização comer chegou a custar R$ 98 o quilo. Além disso, o McDonalds, patrocinador mundial dos Jogos, não colocou restaurantes no Parque Olímpico por conta da crise, o que prejudicou ainda mais a operação. Devem estar arrependidos.

  • FILAS:

O torcedor enfrentou quase sempre muitas filas para entrar no Parque Olímpico. Quase sempre o problema foi por atraso na chegada dos membros da Força Nacional de Segurança nos locais. Isso depois que eles foram chamados. No início dos Jogos a checagem era feita por uma empresa sem nenhum conhecimento do assunto.

  • TRANSPORTE:

O transporte funcionou sim, mas a prefeitura do Rio tentou enganar o carioca afirmando que era preciso comprar um bilhete especial de R$ 25 para andar pelo metrô da linha 4 e chegar ao Parque Olímpico. Nada disso. Quem tinha o vale transporte ou cartão do metrô da cidade poderia ter ido aos Jogos usando seus créditos. Quem tentou usar, se deu bem. Quem acreditou na prefeitura saiu no prejuízo. E as empresas de transporte esfregaram as mãos com os ganhos.  Os corredores da Família Olímpica deram um nó no trânsito da cidade. O transporte oficial também foi confuso. Horários não cumpridos, rotas equivocadas. As nadadoras da final dos 50 metros saíram da Vila Olímpica para o Parque Olímpico, que fica a 500 metros de distância e foram parar no Engenhão, que fica a 18km.

  • VOLUNTÁRIOS:

O início foi bem ruim. Mais por culpa da organização que trocava portões, fechava acessos e deixou os voluntários perdidos. Aos poucos a operação foi entrando no eixo.

  • LUGARES VAZIOS:

Repetindo o que aconteceu em Londres, muitos lugares ficaram vazios apesar de a organização dizer que os ingressos estavam esgotados. As explicações não convenceram. A semifinal do basquete masculino entre Austrália e Sérvia e a final do basquete feminino entre Estados Unidos e Espanha não estavam totalmente lotadas.

 

Fonte: BBC Brasil/Portal Terra/Municipios Baianos/Portalg14

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